Deixa
eu ir devagarinho explicando o que está acontecendo agora nessa minha cabecinha
confusa.Cheguei a mais uma conclusão:
não importa quanto tempo passe, quantas coisas eu invente ou faça, quantos namorados
eu perca, quantos aniversários eu faça, eu tenho um lado baixo astral total que
me acompanhará e me fará sentir uma completa idiota pra sempre. Não é uma coisa
que eu deseje, nem é algo que eu controle, acho que essa é a parte mais
dificil. Tem muito, muito tempo que eu não escrevo o que eu tô sentindo, foi
uma tentativa de poupar vocês dos meus dramas e no facebook percebi que as
pessoas não “gostam” muito de quem se expõe ou fala a verdade, sobre si, mas
sabe, foda-se, to afim de falar, de escrever, se vc não quiser saber é só não
ler!
Nos
últimos meses eu não tenho tido minhas capsulas de felicidade instantânea, e
talvez por isso eu esteja com essa sensação de "bola de pêlo na
garganta" por vários momentos. Não acho que seja uma coisa constante. Não,
não. Muitos momentos tem sido felizes, obrigada. Mas não sei. Parece que tem
alguma coisa bloqueando minha mente (kkkk) de pensar no que é. Dai eu fico aqui
remoendo pequenas coisinhas, pequenas infelicidades, e de repente me vejo, com
o perdão da palavra, fudida.
São
os planos que eu fiz e que não darão certo, são as horas gastas com cartas que
não serão lidas, a solidã...São os minhas inseguranças infundadas (?), minhas
músicas repetitivas. A saudade.
É
a sensação de estar me repetindo, de estar sendo ingênua, de estar sendo
insegura demais (de novo!!!).
São
meus sonhos que ninguém vê, meu mundo que ninguém crê. E nem é TPM.
Escutei
um monte de coisas essa semana. Escutei de uma amiga que a minha maior, e
talvez única neurose era me achar neurótica. Não sei se ela está certa. Outro
amigo me respondeu, quando eu lhe disse que não sou boa com essas coisas de
paixão, que eu era sim. Era tão, tão boa que tinha medo. Que eu era uma
criatura durona, mas que se achassem os pontos certos, eu certamente me
derreteria. E era justamente quando esses pontos eram achados que eu mais tinha
medo. Ele está certo. Detesto não me sentir no controle de mim mesma, e dos
meus sentimentos. Deve ser esse o meu problema. Eu gosto demais. Me jogo
demais, e quando vejo que talvez eu esteja me jogando demais e que não tem uma
rede lá em baixo pra me segurar entro em parafuso.
Hoje
eu fui até a praia. Fiquei olhando pro mar. Dessa vez ele não me disse
nada. Não me acalmou...
Já
joguei tantas vezes as coisas pro alto por causa dos meus medos. E durante um
tempo eu me via naquela falsa paz de que vivem os covardes. Mas pelo menos,
ainda assim... era paz. Não sei se tô dizendo coisa com coisa... O fato é que
eu não quero dizer nada. Só to escrevendo compulsivamente, e cada linha que
passa a maldita sensação da bola de pêlo vai melhorando...
E
sobre isso de não ter certeza, eu posso dizer que é uma merda.
Tudo
que eu queria em alguns momentos era cerveja. Bohemia de preferência. Ou tequila,
mas essa (Jijuis) essa por ordens quase médicas não posso mais, kkk (alguns amigos sabem o porquê). Uma
fazenda. Um nada. Ou um quarto fora da casa cheio de livros, e dvds legais. Um
ventilador maravilhoso. Um edredon, vários travesseiros.
Eu
quero paz...Um amor tranquilo com sabor de fruta mordida. Só isso...
Vou escovar os
dentes.
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