quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Vomitando...


Deixa eu ir devagarinho explicando o que está acontecendo agora nessa minha cabecinha confusa.Cheguei a  mais uma conclusão: não importa quanto tempo passe, quantas coisas eu invente ou faça, quantos namorados eu perca, quantos aniversários eu faça, eu tenho um lado baixo astral total que me acompanhará e me fará sentir uma completa idiota pra sempre. Não é uma coisa que eu deseje, nem é algo que eu controle, acho que essa é a parte mais dificil. Tem muito, muito tempo que eu não escrevo o que eu tô sentindo, foi uma tentativa de poupar vocês dos meus dramas e no facebook percebi que as pessoas não “gostam” muito de quem se expõe ou fala a verdade, sobre si, mas sabe, foda-se, to afim de falar, de escrever, se vc não quiser saber é só não ler!

Nos últimos meses eu não tenho tido minhas capsulas de felicidade instantânea, e talvez por isso eu esteja com essa sensação de "bola de pêlo na garganta" por vários momentos. Não acho que seja uma coisa constante. Não, não. Muitos momentos tem sido felizes, obrigada. Mas não sei. Parece que tem alguma coisa bloqueando minha mente (kkkk) de pensar no que é. Dai eu fico aqui remoendo pequenas coisinhas, pequenas infelicidades, e de repente me vejo, com o perdão da palavra, fudida.
São os planos que eu fiz e que não darão certo, são as horas gastas com cartas que não serão lidas, a solidã...São os minhas inseguranças infundadas (?), minhas músicas repetitivas. A saudade.
É a sensação de estar me repetindo, de estar sendo ingênua, de estar sendo insegura demais (de novo!!!).

São meus sonhos que ninguém vê, meu mundo que ninguém crê. E nem é TPM.

Escutei um monte de coisas essa semana. Escutei de uma amiga que a minha maior, e talvez única neurose era me achar neurótica. Não sei se ela está certa. Outro amigo me respondeu, quando eu lhe disse que não sou boa com essas coisas de paixão, que eu era sim. Era tão, tão boa que tinha medo. Que eu era uma criatura durona, mas que se achassem os pontos certos, eu certamente me derreteria. E era justamente quando esses pontos eram achados que eu mais tinha medo. Ele está certo. Detesto não me sentir no controle de mim mesma, e dos meus sentimentos. Deve ser esse o meu problema. Eu gosto demais. Me jogo demais, e quando vejo que talvez eu esteja me jogando demais e que não tem uma rede lá em baixo pra me segurar entro em parafuso.

Hoje eu fui até a praia. Fiquei olhando pro mar. Dessa vez ele não me disse nada. Não me acalmou...

Já joguei tantas vezes as coisas pro alto por causa dos meus medos. E durante um tempo eu me via naquela falsa paz de que vivem os covardes. Mas pelo menos, ainda assim... era paz. Não sei se tô dizendo coisa com coisa... O fato é que eu não quero dizer nada. Só to escrevendo compulsivamente, e cada linha que passa a maldita sensação da bola de pêlo vai melhorando...
E sobre isso de não ter certeza, eu posso dizer que é uma merda.
Tudo que eu queria em alguns momentos era cerveja. Bohemia de preferência. Ou tequila, mas essa (Jijuis) essa por ordens quase médicas não posso mais, kkk (alguns amigos sabem o porquê). Uma fazenda. Um nada. Ou um quarto fora da casa cheio de livros, e dvds legais. Um ventilador maravilhoso. Um edredon, vários travesseiros.

Eu quero paz...Um amor tranquilo com sabor de fruta mordida. Só isso...

Vou escovar os dentes.

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