domingo, 17 de junho de 2012

Chapter V - Ando mexida


DESABAFO...

De vez em quando sinto algumas falhas. Deve ser porque penso demais. Meu pensamento, sempre apressado. Quase me derruba. Mas eu aguento (ou pelo menos tento). Ando parecida com o mar em dias de fúria: meio mexida. Tudo anda se ajustando e adaptando dentro de mim se modificando. Estou num momento muito diferente, sentindo coisas que antes nem me passava pela cabeça.

Ando um pouco cansada da mesmice. Mais do mesmo, mais do mesmo, mais do mesmo. É um círculo vicioso, sem fim. É chato. Todo mundo é igual, pensa igual, se veste igual, usa a mesma cor de esmalte. E se você é diferente ai-que-horror. De raiva pintei minhas unhas uma de cada cor!

A sociedade e a vida nos exigem muito. O tempo inteiro. É um massacre. Você tem que ser bem informado, você tem que ser alinhado, você tem que andar vestido como a mocinha da novela das oito, você tem que ter o corpo da última capa da revista que ensina todo santo mês como enlouquecer seu homem entre quatro paredes. É um saco quem dita regras. Seja assim, não seja assado.
É muito blábláblá. Muita gente posando de boazinha, de legal, fazendo a linha boa praça, faço-o-bem-para-a-humanidade. Ninguém pode meter o dedo na minha cara e dizer que eu devo fazer isso ou aquilo.
Parece que não pertenço a este mundo. Um mundo maluco, onde além de regras ditadas as pessoas passam fome, um mundo cheio de desprezo, sem amor. Onde um tenta sempre ser melhor que o outro. Onde as pessoas tentam te puxar para baixo. Onde todo mundo quer se dar bem. Onde existe malícia demais, arrogância demais, maldade demais, cinismo demais.

As pessoas querem rótulos. Ficam o tempo inteiro querendo dar nome para as coisas. Batizam, insistem, cismam.
Não deixo a vaidade tomar conta de mim. Não me preocupo com o material. Se você me levar para jantar um cachorro-quente eu vou adorar. É claro que gosto de restaurantes mais sofisticados. Mas não sou uma louca fresca. Ao invés de consumir loucamente, prefiro doar o que tenho para quem precisa. Mesmo tendo pouco, mas sei que tenho o suficiente.

Cada um tem a sua necessidade. Eu prefiro me doar nem que seja um pouco para os outros.
Eu me agrado agradando os outros. Pode soar estranho, mas é verdade. Gosto de presentear as pessoas que são importantes na minha vida. Gosto de ver o sorriso delas. Isso faz com que eu me sinta bem de verdade: ajudar desconhecidos e conhecidos.
Por esses motivos ando meio mexida. Pensativa. Refletindo sobre passado, presente, futuro. Vendo o que quero, o que espero. Quero essa vida que levo hoje? Quero continuar cometendo os mesmos erros? Quero estar com esses mesmos defeitos? O que eu quero exatamente? Ainda não tenho essas respostas.Eu estou cansada de confiar nas pessoas, uma pena você perder a esperança no próximo, uma pena você ter sempre que ter um ou todos os pés atrás com as pessoas. Triste isso, mas infelizmente, a vida à duras penas está me ensinando que quem muito se doa só se ferra. Só se dói.

 E como eu disse lá em cima: por enquanto, tudo anda se ajustando e adaptando dentro de mim...

Bjs e boa semana =)

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