quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Vomitando...


Deixa eu ir devagarinho explicando o que está acontecendo agora nessa minha cabecinha confusa.Cheguei a  mais uma conclusão: não importa quanto tempo passe, quantas coisas eu invente ou faça, quantos namorados eu perca, quantos aniversários eu faça, eu tenho um lado baixo astral total que me acompanhará e me fará sentir uma completa idiota pra sempre. Não é uma coisa que eu deseje, nem é algo que eu controle, acho que essa é a parte mais dificil. Tem muito, muito tempo que eu não escrevo o que eu tô sentindo, foi uma tentativa de poupar vocês dos meus dramas e no facebook percebi que as pessoas não “gostam” muito de quem se expõe ou fala a verdade, sobre si, mas sabe, foda-se, to afim de falar, de escrever, se vc não quiser saber é só não ler!

Nos últimos meses eu não tenho tido minhas capsulas de felicidade instantânea, e talvez por isso eu esteja com essa sensação de "bola de pêlo na garganta" por vários momentos. Não acho que seja uma coisa constante. Não, não. Muitos momentos tem sido felizes, obrigada. Mas não sei. Parece que tem alguma coisa bloqueando minha mente (kkkk) de pensar no que é. Dai eu fico aqui remoendo pequenas coisinhas, pequenas infelicidades, e de repente me vejo, com o perdão da palavra, fudida.
São os planos que eu fiz e que não darão certo, são as horas gastas com cartas que não serão lidas, a solidã...São os minhas inseguranças infundadas (?), minhas músicas repetitivas. A saudade.
É a sensação de estar me repetindo, de estar sendo ingênua, de estar sendo insegura demais (de novo!!!).

São meus sonhos que ninguém vê, meu mundo que ninguém crê. E nem é TPM.

Escutei um monte de coisas essa semana. Escutei de uma amiga que a minha maior, e talvez única neurose era me achar neurótica. Não sei se ela está certa. Outro amigo me respondeu, quando eu lhe disse que não sou boa com essas coisas de paixão, que eu era sim. Era tão, tão boa que tinha medo. Que eu era uma criatura durona, mas que se achassem os pontos certos, eu certamente me derreteria. E era justamente quando esses pontos eram achados que eu mais tinha medo. Ele está certo. Detesto não me sentir no controle de mim mesma, e dos meus sentimentos. Deve ser esse o meu problema. Eu gosto demais. Me jogo demais, e quando vejo que talvez eu esteja me jogando demais e que não tem uma rede lá em baixo pra me segurar entro em parafuso.

Hoje eu fui até a praia. Fiquei olhando pro mar. Dessa vez ele não me disse nada. Não me acalmou...

Já joguei tantas vezes as coisas pro alto por causa dos meus medos. E durante um tempo eu me via naquela falsa paz de que vivem os covardes. Mas pelo menos, ainda assim... era paz. Não sei se tô dizendo coisa com coisa... O fato é que eu não quero dizer nada. Só to escrevendo compulsivamente, e cada linha que passa a maldita sensação da bola de pêlo vai melhorando...
E sobre isso de não ter certeza, eu posso dizer que é uma merda.
Tudo que eu queria em alguns momentos era cerveja. Bohemia de preferência. Ou tequila, mas essa (Jijuis) essa por ordens quase médicas não posso mais, kkk (alguns amigos sabem o porquê). Uma fazenda. Um nada. Ou um quarto fora da casa cheio de livros, e dvds legais. Um ventilador maravilhoso. Um edredon, vários travesseiros.

Eu quero paz...Um amor tranquilo com sabor de fruta mordida. Só isso...

Vou escovar os dentes.

sábado, 21 de julho de 2012

E vc, sabe quem eu sou? Vc me conhece???


Ainda bem que eu escrevo, senão eu morreria...

Percebi hj que eu tenho muitos amigos, e hoje é dia do amigo!!!!

Mas infelizmente, eu tb saquei que muitos dos meus amigos são meus amigos porque eu ouço  os problemas deles, e ajudo, tento pelo menos, não sei porque eu me compadeço com as dores dos outros...

Porém, ninguém se compadece com as minhas. Ninguém me ouve de verdade!

Eu tenho muitos problemas tb, mas muita gente me julga superficial porque eu não falo dos meus problemas com frequência, não comento sobre minhas dores, e são muitas. Nossa, muitas mesmo.
Aí, eu saio, bebo, me divirto, e acabo ouvindo as dores da galera. Depois chego em casa e minhas dores ainda estão lá, ninguém me ajudou a tentar resolvê-las. Eu me resolvo sempre sozinha.

Acho que aprendi isso depois que meu pai morreu. Eu me senti tão sozinha que me fiz sozinha literalmente, acabei me aceitando assim, não dividia nada com ninguém, porque só ele me ouvia, só não sei quando eu comecei a ouvir, ouvir, ouvir e dar conselhos, e conversar, e tentar ajudar de alguma forma. Não sei.

Não me arrependo, mas porrrrra, eu tb tenho vontade de desabafar, tb quero e preciso de um apoio, de um abraço, de um conforto, de algumas  palavras que me ajudem a me entender, a entender minhas neuroses, meus medos e frustrações.

Às vezes tenho a impressão que os outros precisam mais do que eu. Como se eu fosse forte o suficiente pra suportar minha própria vida.
E isso, mesmo parecendo altruísmo da minha parte, que chega a ser natural, acaba camuflando sem querer que eu sou de carne e osso tb!

Ainda bem que escrevo... cada linha as vezes parece salvar minha alma.

Porque eu não sou forte não, sou frágil, muito frágil. E mesmo tendo aprendido a não entrar mais em depressão eu ainda me sinto caindo de vez em quando, me sinto carente, me vejo falando e escrevendo sozinha.
Ainda bem que eu escrevo...

Dos meus 13 anos pra cá eu já me senti perdida várias vezes, me sinto ainda, mas sempre dou um jeito de me achar, e meu jeito particular de ser acaba gerando nas pessoas que me ceram um certo tipo de pré-julgamento injusto e sem fundamento de que sou uma porra louca, tipo, a suuuper desencanada e desligada da vida real, uma pessoa artificial, sei lá, eu tenho essa impressão muitas vezes.
Isso me entristece, de verdade. Mas não posso fazer nada eu acho, não posso mudar quem eu sou.

O que me fortalece é que se eu me deprimo, eu coloco meu rock'n roll volume máximo no meu fone de ouvido, acendo meu cigarro, viajo nos meus pensamentos, e acabo sempre percebendo que foda-se! FODA-SE em letras BEM maíusculas, porque eu me conheço, eu pelo menos me conheço e sei quem eu sou. E eu percebo que não tenho nada a ver com o julgamento errado dessas pessoas que não fazem o menor esforço de me conhecer de verdade,  dessas pessoas que se dizem meus amigos, mas não sabem da minha história, das minhas alegrias e minhas dores.

Eu não estou preocupada em me casar e ter filhos pra alimentar o ego da minha família, se eu casar vai ser quando, se e com quem eu quiser, mesmo que ele seja exatamente o contrário do que esperam. Eu não estou preocupada em adquirir bens e mais bens materiais e fúteis, eu preciso do necessário pra suprir minha paz de espírito, posso me satisfazer comprando vários sapatos e roupas caras quando posso, e quando não posso e só garimpo brechó é a mesma satisfação. Eu não sou e nem quero ser igual a ninguém, tenho meus caprichos particulares, mas não sigo modas, nem crenças ou verdades absolutas. Sei que não sou bonita (como dita a maioria da sociedade), mas eu me amo bem do jeito que sou. E pra mim tá ótimo, se pra vc não tá problema seu!

Tenho muitos talentos, tenho muitos defeitos, sou aquariana de verdade, sou da paz, sou do bem, sou ingênua e me fodo direto. Mas eu sou do caralho!

Me desculpem esse meu desabafo up and down, mas se não escrevo minha alma morre!

E se vc estiver lendo, pelo menos dessa vez eu não falei sozinha.

Agora com licença porque vou aumentar mais ainda o volume do meu Alice in Chains e me jogar nos braços de Morfeu!!!
Night night!



sábado, 23 de junho de 2012

"A PESSOA ERRADA"


Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar, é na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho: chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.Mas nem sempre precisamos das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira.A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lagrimas, essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar toda a vida esperando você.A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa, nada aqui é certo. O certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, pensando, agindo, querendo e conseguindo. Só assim, é possível chegar aquele momento do dia em que a gente diz: "Graças a Deus, deu tudo certo!", quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que a gente encontre a pessoa errada, Para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente.
Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.

Luis Fernando Veríssimo

***Adorei! Bom sábado pra você que já encontrou sua pessoa errada***
Sweet Gi
=)

domingo, 17 de junho de 2012

Chapter V - Ando mexida


DESABAFO...

De vez em quando sinto algumas falhas. Deve ser porque penso demais. Meu pensamento, sempre apressado. Quase me derruba. Mas eu aguento (ou pelo menos tento). Ando parecida com o mar em dias de fúria: meio mexida. Tudo anda se ajustando e adaptando dentro de mim se modificando. Estou num momento muito diferente, sentindo coisas que antes nem me passava pela cabeça.

Ando um pouco cansada da mesmice. Mais do mesmo, mais do mesmo, mais do mesmo. É um círculo vicioso, sem fim. É chato. Todo mundo é igual, pensa igual, se veste igual, usa a mesma cor de esmalte. E se você é diferente ai-que-horror. De raiva pintei minhas unhas uma de cada cor!

A sociedade e a vida nos exigem muito. O tempo inteiro. É um massacre. Você tem que ser bem informado, você tem que ser alinhado, você tem que andar vestido como a mocinha da novela das oito, você tem que ter o corpo da última capa da revista que ensina todo santo mês como enlouquecer seu homem entre quatro paredes. É um saco quem dita regras. Seja assim, não seja assado.
É muito blábláblá. Muita gente posando de boazinha, de legal, fazendo a linha boa praça, faço-o-bem-para-a-humanidade. Ninguém pode meter o dedo na minha cara e dizer que eu devo fazer isso ou aquilo.
Parece que não pertenço a este mundo. Um mundo maluco, onde além de regras ditadas as pessoas passam fome, um mundo cheio de desprezo, sem amor. Onde um tenta sempre ser melhor que o outro. Onde as pessoas tentam te puxar para baixo. Onde todo mundo quer se dar bem. Onde existe malícia demais, arrogância demais, maldade demais, cinismo demais.

As pessoas querem rótulos. Ficam o tempo inteiro querendo dar nome para as coisas. Batizam, insistem, cismam.
Não deixo a vaidade tomar conta de mim. Não me preocupo com o material. Se você me levar para jantar um cachorro-quente eu vou adorar. É claro que gosto de restaurantes mais sofisticados. Mas não sou uma louca fresca. Ao invés de consumir loucamente, prefiro doar o que tenho para quem precisa. Mesmo tendo pouco, mas sei que tenho o suficiente.

Cada um tem a sua necessidade. Eu prefiro me doar nem que seja um pouco para os outros.
Eu me agrado agradando os outros. Pode soar estranho, mas é verdade. Gosto de presentear as pessoas que são importantes na minha vida. Gosto de ver o sorriso delas. Isso faz com que eu me sinta bem de verdade: ajudar desconhecidos e conhecidos.
Por esses motivos ando meio mexida. Pensativa. Refletindo sobre passado, presente, futuro. Vendo o que quero, o que espero. Quero essa vida que levo hoje? Quero continuar cometendo os mesmos erros? Quero estar com esses mesmos defeitos? O que eu quero exatamente? Ainda não tenho essas respostas.Eu estou cansada de confiar nas pessoas, uma pena você perder a esperança no próximo, uma pena você ter sempre que ter um ou todos os pés atrás com as pessoas. Triste isso, mas infelizmente, a vida à duras penas está me ensinando que quem muito se doa só se ferra. Só se dói.

 E como eu disse lá em cima: por enquanto, tudo anda se ajustando e adaptando dentro de mim...

Bjs e boa semana =)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

ADENDO - Lei Maria da Penha


Faz cinco anos (quase seis) que as agressões domésticas contra mulheres passaram a ser tratadas de forma séria no Brasil, um país onde a Justiça, até pouco tempo, atenuava condenações de homicídios e agressões quando estava em jogo a honra masculina. Desde a sanção da Lei Maria da Penha (11.340/06), foram abertos mais de 300 mil processos e promulgadas mais de 100 mil sentenças. Houve também pelo menos 1.500 prisões em flagrantes, um número bastante baixo para o tamanho do país e do tempo em análise, mas que a gente releva pelas dificuldades em torno de um flagrante.

Essa lei acabou com as sentenças alternativas, mudou o Código Penal e permitiu prisões preventivas. Antes, um agressor era “condenado” a distribuir cestas básicas e ficava solto esperando a condenação que nunca vinha, podendo, obviamente, continuar ameaçando a mulher maltratada. Na avaliação da ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Política para as Mulheres, a lei encorajou as mulheres a denunciar.

Todos sabemos, no entanto, inclusive o próprio governo,que muito ainda precisa ser feito. Não se trabalha a reeducação ou a ignorância de um povo com uma lei. Acredita-se que a lei vá contribuir com a redução do número de casos de agressões contra mulheres. Como a subnotificação ainda é uma realidade, não se tem noção exata do que pode estar acontecendo nos milhares de lares brasileiros onde haja vítimas de violência, um mal de origens difusas e complexas, permeado pela pior versão do machismo. Denunciar é também um ato de coragem e as mulheres estão aprendendo com esse direito.

Quero crer que essa lei esteja agindo principalmente sobre aquele tipo de pessoa que precisa de câmeras de vigilância para agir civilizadamente. São covardes. Para o grande público são homens agradáveis, engraçados, ajustados. Em casa, transformam-se. Eles têm tons de voz próprios para agir conforme a circunstância. 


O QUE É VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Em 1994, o Brasil assinou o documento da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, também conhecida como Convenção de Belém do Pará. Este documento define o que é violência contra a mulher, além de e explicar as formas que essa violência pode assumir e os lugares onde pode se manifestar. Foi com base nesta Convenção que a definição de violência contra a mulher constante na Lei Maria da Penha foi escrita.

Segundo a Convenção de Belém do Pará:


Art. 1º Para os efeitos desta Convenção deve-se entender por violência contra a mulher qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado.

Art. 2º Entender-se-á que violência contra a mulher inclui violência física, sexual e psicológica:

1. que tenha ocorrido dentro da família ou unidade doméstica ou em qualquer outra relação interpessoal, em que o agressor conviva ou haja convivido no mesmo domicílio que a mulher e que compreende, entre outros, estupro, violação, maus-tratos e abuso sexual:

2. que tenha ocorrido na comunidade e seja perpetrada por qualquer pessoa e que compreende, entre outros, violação, abuso sexual, tortura, maus tratos de pessoas, tráfico de mulheres, prostituição forçada, seqüestro e assédio sexual no lugar de trabalho, bem como em instituições educacionais, estabelecimentos de saúde ou qualquer outro lugar, e 

3. que seja perpetrada ou tolerada pelo Estado ou seus agentes, onde quer que ocorra.

Lei Maria da Penha traz uma definição de violência contra a mulher seguida por uma explicitação das formas nas quais tais violências podem se manifestar, inspirada nos princípios colocados na Convenção de Belém do Pará. Este trecho está no TITULO II – DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER, dentro do qual encontramos dois capítulos, sendo que o primeiro trata de definir a violência em foco e o segundo das formas de violência. Inserimos, logo abaixo, esses dois capítulos, mas você pode acessar o texto completo da Lei Maria da Penha no item A LEI NA ÍNTEGRA.

TÍTULO II - DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER

CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS


Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial:
I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;
II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa;
III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação.
Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual.

Art. 6o A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos.

CAPÍTULO II - DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER


“Art. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;
III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;
IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;
V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.”

Chapter Four - SOU FLOR DE LÓTUS!!!



Esse assunto já não é mais tão difícil para mim. Já se passaram dois anos e gostaria de compartilhar isso. Talvez ajude quem passou, ou está passando pelo que vou contar.

Dia desses, numa roda de amigos, alguém tocou num ponto que eu analiso com muito cuidado que é a agressão contra a mulher.
Estávamos comentando sobre a Marcha das Vadias, movimento que eu acho muito bacana, e eu estava tentando explicar aos "homens" presentes qual o real sentido dessa manifestação. Qual sua origem e o porquê de tudo. Meio em vão já que alguns homens mesmo não sendo do tipo que bate em mulher ainda são muito machistas em seus conceitos sobre a mesma.

Bom, depois falo sobre a marcha, aqui eu quero fazer um relato, que pode ser que não toque a ninguém, mas como eu mesma falei,  este blog em especial é para contar meus segredos de liquidificados mesmo, e com eles se for possível, ajudar quem vive ou passa por alguma coisa parecida.

Pra quem não sabe, eu já sofri agressão física de um ex namorado. Lembrando que as formas de agressão são variadas, não é só bater, xingamentos e palavras também são uma forma de agressão muito perigosa.

No começo não percebia, não sabia da doença que ele tinha (viciado em cocaína). Conheço muita gente que usa essa droga e não perde o controle, não vira psicopata, por isso não coloco a culpa do que houve no uso da droga em si, era o caráter dele mesmo, depois descobri que ele já havia agredido uma outra ex namorada, mas, no caso dele, esse lado B sombrio só aparecia quando ele estava no uso da coca.

Quero enfatizar com esse relato que a grande dificuldade de uma mulher se livrar de uma situação dessas está exatamente no fato de que esse tipo de homem, ao mesmo tempo que bate, que agride, sabe fingir ser o melhor homem do mundo (às vezes pra compensar depois, não entendo a mente dessa espécie podre masculina), por isso não julgo as mulheres que sofrem desse abuso e não conseguem contar, não conseguem sair do relacionamento. Eu mesma levei dois anos para criar coragem e denunciá-lo. Durante esse tempo eu sofria horrores porque o sadismo dele era tanto que ele sabia exatamente como me manipular e me fazer acreditar que ele não era assim. E hoje, sempre que eu sei de alguma coisa parecida com alguém eu sempre incentivo a pessoa a se fortalecer com os amigos e dar sim um basta, porque esse tipo de relação é viciante, é triste e com o passar do tempo, sem a ajuda necessária só piora. Não existe futuro nem felicidade. Falo por experiência própria.

Mas eu fui forte, e graças a Deus depois da denúncia ele foi embora da cidade, soube pela mãe dele depois que estava internado se tratando da dependência. Espero que ele se cure e nunca mais volte a fazer isso com ninguém.

Algumas pessoas que me conhecem e conheciam esse meu ex namorado (um ex tatuador conhecido de Floripa), infelizmente me julgaram e riram até do que houve. Alguns me incentivaram inclusive a não denunciá-lo. Isso fez que eu me afastasse de muita gente, durante muito tempo. Foi uma época bem difícil para mim.

E as marcas que esse tipo de relacionamento deixa podem ser permanentes. Eu mesma tive muita dificuldade de me entregar novamente a outra pessoa. Isso sem falar da auto-estima que simplesmente desaparece. E hoje ainda, se eu não me policio, caio numa angústia e medo que não deveriam mais existir.
No meu caso, depois que terminamos, eu inconscientemente incubei minha depressão, não fiquei mal, ninguém percebia nada, eu menti que tinha sofrido uma acidente, muita gente nem desconfiou (é vergonhoso tb para a mulher assumir, o que se torna mais um problema...) E a agressão dele foi muito cruel, numa crise de ciúmes, ciúmes esse completamente sem noção, sim, porque ele via coisas onde não existia nada, e num momento de psicose quebrou meu nariz com uma cabeçada, e fugiu de moto. Apenas uma amiga me socorreu, uma grande amiga, A Joy, que ficou ao meu lado por muito tempo e ajudou a me recuperar, me deu forças pra eu conseguir contar para minha família, assumir que eu era sim uma pessoa fraca e vítima de um cara doente e deveria denunciá-lo. E me ajudou a levantar. Não fosse ela naquele dia eu não sei o que teria feito, não sei mesmo, era madrugada, eu voltava do meu trabalho no Chopp do Gus. Ele me seguiu e eu não vi. Me agrediu na rua da minha casa. O chão sumiu dos meus pés, e eu não acreditava qe aquilo estava acontecendo comigo. Quando digo que fui fraca, foi porque ele já dava muitos indícios de que poderia um dia me agredir fisicamente. Eu via mas achava que não ia acontecer, afinal ele dizia que me amava, me enchia de presentes, era um amor com minha família toda. Um podre, falso, manipulador e mal caráter.

Mas enfim, eu incubei, eu fiz de conta durante muito tempo que isso não aconteceu, afinal logo em seguida ele foi embora, fazem dois anos que não o vejo. Só fui perceber o estrago que ele me causou quando, depois de dois anos, eu tentei ter um relacionamento de novo... Eu não conseguia confiar, nem acreditar que essa pessoa fosse boa, que realmente falava a verdade, que me achava bonita, interessante, inteligente, que queria ficar ao meu lado, foi muito difícil e nessa época eu procurei ajuda, tive que fazer umas sessões de terapia para conseguir me dar uma chance.

E hoje criei coragem de publicar essa página triste da minha história.
E como eu também acredito que tudo em nossa vida serve para aprendermos a ser melhores, eu virei outra mulher: decidida.
Se alguém estiver passando por isso saiba que dói sim, mas passa, vale muito a pena mandar o idiota pra longe da vida da gente e dar lugar pra alguém legal, que às vezes aparece do nada e muda tudo…Tenha sempre certeza de q vc é maior do que imagina

Não sei se esta minha história serve de alguma coisa, mas hoje, aqui, me deu muita vontade de escrevê-la.
Abraços e tenham um ótimo fim de semana!

Auto-Estima ..
Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que você tem de si, com muita paciência e amor reconstrua-a. Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão,sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante, você é a sua criação mais valiosa.
Não olhe para trás. Não olhe para os lados. Olhe somente para dentro, para bem dentro de você e faça dali o seu lugar de descanso, conforto e recomposição.
Crie este universo agradável para si. O mundo agradecerá o seu trabalho!!!

sábado, 9 de junho de 2012

Chapter Three - "Busca do Acaso"


Quero subir a íngreme montanha de minha existência, como se buscasse o acaso ... Olhar lá de cima a minha vida, e ir onde meu coração bate mais forte!...
Pessoas passaram por ela, marcaram-na profundamente. Sei que amei muito, e que também me fiz amada, fui feliz, mas também amarguei a tristeza.
Sempre procurei viver, sem prejudicar, ou magoar as pessoas, mas sei que nem sempre me fiz entender por elas.
Involuntariamente, também fiz sofrer pessoas!... É a vida..., Assim é que nos fazemos crescer espiritualmente, e buscamos a renovação interior... É preciso jogar fora o velho, para poder desfrutar as alegrias do novo.
Abrir caminhos, desbravar estradas desconhecidas. Conhecer novas pessoas e dividir com elas uma convivência feliz... Fazer sorrir os rostos tristes, e buscar lá dentro de todos a força, até então desconhecida... Trazer gigantes adormecidos à tona, para iluminar a humanidade, fazendo abrir os corações e aclarar a mente de pessoas.
Sobrepujar a própria presença, para ver-se crescendo espiritualmente. Poder anular suas próprias necessidades, para trazer a felicidade real, que se acha tão desconhecida...
E que cada um se olhe interiormente e busque tudo aquilo que nunca se deu, e tão ansiosamente busca exteriormente...
Não busque nada fora, pois ao agir dessa maneira, jamais vai achar a felicidade tão querida...
Olhe no seu espelho, pois lá vai encontrar uma pessoa que se faz tão escondida, pois você nunca se deteve, para se dar a atenção na vida.
Essa sensação de vazio, que dentro de você as vezes se faz sentida, não é porque algo lhe faz falta, mas é apenas a solidão em que você se colocou na vida, pois viveu atendendo as conveniências da cabeça pra não ter problemas na vida...
Mas ao deixar seu querer de lado, para fazer o que é exigido pela sociedade, abandonou suas vontades e com isso, se anulou e a pessoa real que você era, ficou aí dentro amassada, renegada, sentindo-se impotente na vida.
Coloque-se em primeiro lugar, valorize você todos os dias. Só criando amor por si mesmo, vai poder ter valor na vida....

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Chapter Two - "Criseeee!"


Crise. Vem do grego krísis. O dicionário nos dá as seguintes explicações: momento crítico ou decisivo; situação aflitiva; conjuntura perigosa, situação anormal; momento grave, decisivo.
Ok, eu estou em crise. E como toda crise, ela não surgiu do nada. A crise geralmente começa disfarçada de qualquer outra coisa, sempre muito trivial. Uma preguiça de levantar, uma dorzinha de cabeça que nunca passa, um desânimo recorrente. Dali a pouco, nasce um nó na garganta, que não pára de crescer. E tudo que costumava te motivar, agora te causa profundo desdém. E só tende a piorar, até que o nó na garganta se torna tão imenso que você começa a sufocar lentamente. Então você sabe que está em crise.
Não é mais a crise dos trinta, visto que tenho honrosos trinta e três.
Depois de tanto tempo travando batalhas para me tornar quem eu queria tanto ser, chego à conclusão chocante de que a carapuça já não me serve mais. Pela primeira vez em todos esses anos, eu não faço ideia da pessoa que quero ser ou daquilo que quero fazer...
Estou em crise. Minha vida está toda bagunçada. Minha cabeça está uma zona. Mas, de alguma forma, sinto que a faxina que está por vir será a mais revigorante de todas. Principalmente porque ela não será definitiva. Quando a gente arruma demais, não sobra espaço para o inesperado surgir. E eu estou oficialmente deixando de programar tudo. Eu quero me deixar ser surpreendida e, quem sabe, com sorte, surpreender a mim mesma.
E quando me perguntarem quais são os planos para o futuro, eu vou responder qualquer coisa, mas estarei pensando o que jamais imaginei pensar. Eu realmente só quero ser feliz...

(Copiado do blog Adorável Psicose que muito tem a ver comigo, e essas palavras refletem exatamente o meu momento atual de indecisão, decisão, medo, espera, ansiedade e calmaria!)

Sweet Kisses
=)

Chapter One - "A TIMIDEZ, essa ingrata"

Meu primeiro segredo de liquidificador: SOU TÍMIDAAAA. Pra caraio!!! Sério mesmo, daquelas tímidas de ficar vermelha, disparar o coração,  suar frio, etc...
Claaaro que muita gente já deve saber, quem me conhece bem deve saber, mas tem muita gente que me acha metida, sei lá.
Eu sou cara de pau (sempre metida ou com música, ou com eventos, ou com tatuagem), o que me compensa a timidez, ah, e tenho muuuitos amigos estranhos e alternativos, o que me ajuda muito, hahahaha. Ainda bem, amo todos vocês <3.
Mas gente, é foda. Quem for tímido sabe do que estou falando. Uma forma de terapia que encontrei foi a arte, qualquer uma ajuda, música, artesanato, pintura, tatuagem, piercings, moda, sei lá, aprender, usar, fuçar, conhecer, qualquer uma dessas coisas, ou todas como eu, hehehe.

Só que eu sou aquela tímida de começo também. Sabe como? Tipo, sou tímida no começo mas depois que  conheço bem a pessoa ou o ambiente eu me solto, e às vezes até demais. Se eu me sinto segura mesmo, à vontade, daí que ninguém me segura!!!!

E sou muito exigente comigo, tipo, se eu não sei bem alguma coisa eu prefiro não fazer ou não mostrar. Só que isso me dá profundas crises depressivas e neuróticas. Fico puta da cara mesmo comigo quando quero muito fazer alguma coisa e não faço por causa da timidez.
O motivo de eu estar relatando isso (e vou relatar mais coisas estranhas sobre mim), é que eu preciso colocar minhas angústias para fora. Já fiz blog de relacionamentos, de artesanato e agora vai ser uma espécie de confessionário com auto-ajuda high tech. (Hmmm, chique!).
Quero comentários, críticas (construtivas, ok?), depoimentos, sei lá, vai ver é uma forma de terapia essa de escrever o que se sente. Minha terapia... Há!!!

O fato é que eu cresci assim, meio bicho do mato... não lembro bem, mas devo ter sido tímida desde criança, e não sei exatamente o motivo. Mas acho que fui.

Especialistas falam: "A TIMIDEZ NÃO É UM PROBLEMA, NÃO É UMA DOENÇA, É SIMPLESMENTE UM PADRÃO DE COMPORTAMENTO QUE DEVE SER MODIFICADO, CORRENDO O RISCO DE SE DESENVOLVER TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS, COMO ANSIEDADE E FOBIA SOCIAL..."
...
Ahãm, ok, tão tá,  mas como mesmo?
Bom fobia social, isso commmm certeeeeza eu não desenvolvi, todo mundo sabe, vivo mais na rua que em casa, mas a ansiedade, ai, essa me maaaata.
Às vezes chego a não conseguir dormir antes de algum evento que julgo assim muito importante. É medonha a sensação que a ansiedade causa.
Me parece que a timidez está associado ao medo de errar... isso eu concordo. A pessoa tímida se exige ao máximo temendo a reação negativa das pessoas, tuuudo tem que ser perfeito, mas powww ninguém é perfeito né.
O que acontece é que é muito difícil na maioria das vezes superar ou mudar certos comportamentos. Há um imenso sofrimento psíquico e até mesmo físico e orgânico envolvido nesse processo, atrapalhando o vínculo afetivo, o expressar das emoções, dos sentimentos, sejam eles positivos ou não.

Aí essas pessoas muitas vezes adotam um comportamento de esquiva (como eu), e acabam sendo interpretadas como arrogantes ou antipáticas.

Tá vendo Zé Mané??? Não sou metida, só sou tímida!!! :)

Agora, pra esse blog também não ser apenas falácia, abaixo vou colocar umas dicas para identificar uma criança tímida, para quem tem filho, sobrinho, neto whatever!... Pra que possa perceber desde cedo e já auxiliar para que não tenha consequências desagradáveis mais tarde.
Lá vai:

Na pessoa tímida, hormônios como o cortizol e a adrenalina aumentam, quando expostos a situações de evidência e disparam sensações fisiológicas.

Caso você identifique pelo menos 4 sintomas abaixo em seu filho, ele está precisando de ajuda.

Se seu filho:

( ) rói unhas
( ) é retraído
( ) muito passivo
( ) tem as mãos sempre bastante suadas
( ) tem dificuldade em relacionar-se com colegas da mesma idade
( ) apresenta rubor facial
( ) tem tensão muscular
( ) apresenta aceleração do batimento cardíaco
( ) não consegue olhar nos olhos dos outros
( ) responde a perguntas de cabeça baixa e em tom de voz baixa


         Aí vão algumas dicas que podem minimizar e/ou aliviar o comportamento tímido de uma criança:

     - A família tem papel fundamental, porque a criança acredita que não é amada. Então a família tem que demonstrar carinho e atenção.

     - Elogie o sucesso e não valorize os fracassos.

     - Acompanhe a ida da criança em festinhas, passeio e brincadeiras. Diga quem estará, onde será e como vai ser. Isso a deixará mais segura.

     - Caso ela não queira dançar na festa da escola, tudo bem, mas não deixe de levá-la.

     - Deixe que ela aja de forma espontânea, sem que perceba que alguém a observa.

     - Não faça cobranças sobre seu comportamento, muito menos a compare com outras crianças.

     - Não faça críticas nem “piadinhas” desnecessárias.

     - A família deverá manter relações de amizades com outros pais, para fazerem programas juntos.

     - Favorecer atividades fora da escola e que sejam de interesse da criança: jogar bola, fazer aula de música, atividades manuais, artes plásticas, dentre outras, pois isso aumentará o seu ciclo de relacionamentos e são boas para descarregar a ansiedade.

     - E outras...

É claro que estas dicas não substituem o atendimento clínico necessário, pois constituem apenas algumas orientações para “apagar o incêndio” imediato.

Com a ajuda terapêutica e o apoio da família, a timidez irá diminuindo, a criança vai tornando-se mais autoconfiante, mais segura, acreditando mais em si mesmo e se tornará mais apta a estabelecer e manter relações sociais adequadas. 



Quem aí sabia que eu era assim? Quem? Hã?
Beijos galera, por enquanto é isso!

Sweet Kisses